sábado, 20 de agosto de 2011

A Pessoa Mais Importante do Mundo (1/2)


Para “elevar a nossa auto-estima”, parentes, amigos, escritores de livros de auto-ajuda, palestrantes motivacionais e pregadores da Teologia da Prosperidade dizem ou dão a entender que você é a pessoa mais importante do mundo.

É tão lisonjeador que não percebemos que (pelo menos no caso dos autores e conferencistas) eles dizem o mesmo para todos, o que é logicamente contraditório. Mais que isso, a verdade é que, embora cada um de nós seja inestimável como pessoa única, nossa importância é relativa e limitada. Todos os meses nascem e morrem milhões de seres humanos como eu e você (incluindo muitos que se consideravam “a pessoa mais importante do mundo”), mas o planeta continua girando normalmente e o mundo continua funcionando e prosseguindo com ou sem eles. Não temos que “elevar nossa auto-estima”, nós temos que equilibrá-la.

Por outro lado, muitos consideram outro indivíduo a pessoa mais importante do seu mundo particular. Essa pessoa pode ser um parente, o cônjuge, um amigo, um líder, um famoso. Parece humilde e amoroso pensar assim, mas essa atitude tende a gerar relacionamentos desequilibrados e doentios. A idealização leva à idolatria. Podemos e devemos valorizar muito certas pessoas, mas sempre dentro do razoável e sempre debaixo de princípios. A outra pessoa pode ser admirável, mas é um ser humano com limitações e (além disso) imperfeito como todos nós. Pode ser importante para nós, mas sua importância é relativa.

Só existe um Indivíduo que realmente é a Pessoa mais importante que existe: o próprio Deus. Infelizmente, conforme já mencionado, muitos consideram a si mesmos como “a pessoa mais importante do mundo”, o que leva a uma série de atitudes e decisões ruins. A primeira pessoa a cometer esse erro foi Eva, que se deixou seduzir pelas palavras de um anjo rebelde que se materializou na forma de cobra ou manipulou uma para conversar com ela.

O Diabo falou com Eva sobre Deus como se Ele não tivesse autoridade real, banalizando e distorcendo a ordem divina sobre a Árvore do Conhecimento para parecer uma mera afirmação tola e abusiva feita com a intenção de impedir Eva de usufruir a vida e de progredir. Inflou a auto-estima de Eva fazendo-a se sentir muito importante e capaz, uma pessoa que faria muito “sucesso” se deixasse de pensar em seu relacionamento com Deus e com seu marido e pensasse primeiro em si mesma. Assim, para Eva, a pessoa mais importante do mundo passou a ser ela mesma e não Deus.

Os amigos de Jó eram adeptos da Teologia da Prosperidade e tentaram fazê-lo considerar a si mesmo a pessoa mais importante do mundo em vez de Deus. Eles basicamente afirmaram que (1) SE um indivíduo é obediente às leis divinas, forçosamente Deus lhe abençoa de modo que nada de ruim nunca lhe aconteça, (2) se é assim, ENTÃO acontecimentos ruins só acontecem com os desobedientes e que, (3) PORTANTO, os grandes sofrimentos de Jó estavam ocorrendo porque ele de algum modo deixou de ser obediente e assim perdeu a bênção de Deus [mas se Jó se arrependesse e voltasse a ser justo, Deus seria obrigado a abençoá-lo de novo].

Jó começou bem, replicando a primeira premissa. Porém, sendo pressionado, ele gradualmente começou a replicar a conclusão deles. Desta forma Jó estava aceitando implicitamente a validade da primeira premissa e defendendo a própria justiça em vez da justiça divina, sendo induzido a colocar-se como a pessoa mais importante do mundo. Felizmente um amigo de verdade (Eliú) interviu e depois o próprio Deus, orientando Jó a ajustar seu modo de pensar e colocar Deus como a Pessoa mais importante que existe.

Essas duas premissas da Teologia da Prosperidade são falsas por causa de uma verdade fundamental: DEUS É SOBERANO.

SE a justeza de um indivíduo obrigasse Deus a abençoá-lo de forma que nada de ruim nunca lhe acontecesse e ele fosse assim isentado de todo e qualquer sofrimento e frustração, ENTÃO este indivíduo teria o Soberano do Universo sob seu controle e o Criador seria servo da criatura em vez do contrário. A Teologia da Prosperidade nega o ensino bíblico de que todos nós já nascemos pecadores (imperfeitos) e merecedores da destruição eterna e que é apenas pela fé em Jesus que escapamos dela. Mesmo o indivíduo que sinceramente se torna cristão e pratica os princípios bíblicos continua sendo um ser humano imperfeito que só pode se aproximar de Deus pelo mérito de Jesus: ele foi justificado, o que é diferente dos anjos justos que jamais foram pecadores. Ele é íntegro, não perfeito. Perfeição só na vida eterna.

Além disso, conforme já citado, a Teologia da Prosperidade nega a Soberania de Deus, invertendo a relação entre Criador e criatura. Mesmo que uma pessoa nascesse sem pecado e conseguisse obedecer a Deus perfeitamente, Deus não seria obrigado a nada. Essa crença infantil (acreditar que um mero ser humano pode controlar o Soberano do Universo) é a mentalidade de uma criança de dois anos, mas trilhões de vezes mais absurda.

É verdade sim que obedecer a Deus nos ajuda a evitar muitos sofrimentos. Mas não todos. Deus é Soberano e ele permitiu a existência temporária do sofrimento, que pode atingir e atinge até os seus servos mais sinceros. Até as melhores pessoas têm sua quota de sofrimentos inevitáveis. No caso de Jó, Deus permitiu que ele (sem saber dessa razão) passasse por tudo aquilo para que seu caso servisse de exemplo de que os Seus servos, mesmo sendo humanos imperfeitos, podem e devem continuar servindo-o fielmente, pois são motivados pelo amor, replicando assim as acusações do Diabo de que eles o servem só por interesse egoísta.

* * *

sábado, 9 de julho de 2011

Artigos Católicos: Mercado Bilionário


FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/expocatolica-e-retrato-de-um-mercado-bilionario

Feira de artigos católicos é retrato de um mercado bilionário

De bíblias a softwares, evento realizado em São Paulo reúne bens e serviços relacionados à Igreja Católica que movimentam 10 bilhões de reais ao ano


Há setores da economia brasileira que parecem imunes a turbulências. Um deles é o de bens e serviços ligados às religiões. “Quando as coisas vão mal, como na crise de alguns anos atrás, as pessoas compram artigos religiosos para pedir ajuda. Quando vão bem, consomem para agradecer aos céus pelo bom momento”, afirma Fábio Castro, diretor da 8ª ExpoCatólica, que começou na quinta-feira e vai até domingo em São Paulo. A feira, que espera receber um público de 50.000 pessoas no ExpoCenter Norte e gerar até 80 milhões de reais em negócios, concentra as principais empresas relacionadas ao segmento de mercado que gira em torno da Igreja Católica, de instituições de ensino a paróquias de todo o país.

A ExpoCatólica é um pequeno retrato de um mercado bilionário. Segundo o instituto Data Popular, os produtos e serviços relacionados ao universo cristão movimentam cerca de 15 bilhões de reais por ano – 10 bilhões de reais apenas no segmento católico. Muitas empresas, como a Sociedade Bíblica do Brasil, maior impressora de bíblias do país, atuam nos dois segmentos, católico e evangélico, de forma ecumênica.

A feira deste ano reúne 200 expositores entre editoras de livros e revistas, gravadoras, produtores de vinhos canônicos, móveis paroquiais, imagens religiosas variadas, roupas cerimoniais etc. Há espaço até para a alta tecnologia, como as desenvolvedoras de software. Um exemplo é a Théos Informática, que vende no evento sistemas de gestão empresarial informatizados específicos para paróquias. De acordo com os vendedores, este tipo de programa é hoje fundamental na vida de um padre, que tem de lidar com orçamentos, contratar funcionários, fazer compras, gerenciar estoques, entre outras tarefas. Enfim, o funcionamento de uma igreja só tem a ganhar com a eficiência típica das empresas, destaca a empresa.

A ExpoCatólica traz também missas com padres famosos, shows de música religiosa com cantores badalados e o salão Peregrinus, onde o visitante conhece os principais locais de peregrinação católica do país e do mundo. Somente no Brasil, são 150 destinos de peregrinação. “Já é o segundo ano que a gente participa", afirma o estudante universitário Luiz Castro Silva Brito, de 22 anos. "Estamos organizando uma viagem para Jerusalém, e aqui há várias opções interessantes de pacote”, diz ele, que compareceu ao evento com uma turma da igreja que frequenta em Araraquara, a 288 quilômetros da capital.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aborto - Perspectiva Cristã 3


Alguns afirmam que até tantas semanas de gestação o embrião ou feto ainda não pode ser considerado uma nova vida humana. Mas então em qual microssegundo ele se torna tal? Com que base afirmam isso? Quer dizer que um segundo antes desse momento mágico o embrião ou feto não é um ser humano e pode ser eliminado, um segundo depois ele é um ser humano e exterminá-lo seria assassinato?

Há casos em que uma mãe mata seu bebê horas, dias ou semanas depois que nasceu e ela é presa por homicídio. Também existem casos de pessoas que foram condenadas por homicídio porque feriram uma mulher grávida e ela perdeu o bebê. Mas se a mãe tivesse abortado alguns meses antes, isso não seria considerado homicídio. Faz sentido?

Muitas das justificativas para o aborto antes de X ou Y semanas também se aplicam a bebês recém-nascidos, de poucos meses e a diversos adultos. A vida humana começa na concepção e interromper a gravidez em qualquer semana é exterminar uma pessoa.

Alguns defendem que é melhor o aborto ser legalizado e as mulheres poderem abortar em clínicas autorizadas, pois a prática do aborto é uma realidade que acontece de qualquer forma. Porém, mesmo um aborto feito nas melhores condições é perigoso para a mulher. Um aborto feito em uma clínica autorizada não é muito melhor do que o feito em uma clínica clandestina. E as seqüelas emocionais são as mesmas. Um aborto não é apenas uma simples operação.

Além disso, a legalização não acaba com os abortos feitos em clínicas clandestinas, como mostra a experiência de diversos países. Por fim, ainda que a legalização do aborto desviasse as mulheres das clínicas clandestinas, isso seria o alívio de sintomas, mas não a cura das verdadeiras causas fundamentais do problema.

Não podemos generalizar, mas alguns defensores do aborto o encaram como método “anticoncepcional”. Com uma atitude egoísta e imediatista, querem o prazer do sexo, mas não querem assumir a responsabilidade por ele, o que inclui a possibilidade de gravidez.

O interesse pelo aborto revela tanto uma ignorância quanto aos métodos anticoncepcionais e outros assuntos importantes quanto uma banalização da vida humana e a corrosão dos elevados valores em geral. O resultado da liberação geral do aborto seria que ele se tornaria cada vez mais corriqueiro e banal.

É curioso que os defensores do aborto considerem apelativo quando os opositores do aborto mostram fotos de fetos abortados. Por que querem tratar do aborto como mera questão abstrata em vez de uma ação concreta com resultados tangíveis.

O interesse pelo aborto também revela falta de genuína espiritualidade. Aqueles que fizeram ou ajudaram a fazer um aborto, sejam quais forem os motivos, precisam se reconciliar com Deus e pedir seu perdão. Se quisermos os benefícios de nos relacionar com Deus, também precisamos aceitar as responsabilidades.

Para sermos justos, muitos defensores do aborto são pessoas sinceras e não querem que ele seja banalizado, desejam realmente tratar de certos problemas dolorosos da forma que acreditam ser a mais adequada.

É interessante observar que seguir e aplicar os princípios da Bíblia quanto ao sexo e o casamento ajuda a prevenir ou mitigar os problemas que são apresentados como justificativas para o aborto.

domingo, 24 de abril de 2011

Aborto - Perspectiva Cristã 2


Em certos casos um médico pode afirmar que, se a gravidez prosseguir, poderá prejudicar a saúde da mãe. Mas essa opinião pode estar errada. E mesmo que esteja certo, seria injusto causar a morte do bebê só por causa de uma possibilidade de dano à saúde da mãe. Se no dia do parto for preciso escolher entre a vida da mãe ou do bebê, alguém responsável terá que escolher. Entretanto, essa situação é cada vez mais rara.

O mesmo vale para casos em que os médicos afirmam que a criança nascerá com graves problemas de saúde. Os médicos podem estar errados, é uma probabilidade. E mesmo que estejam certos, é uma vida humana, não um produto.

Sim, é duro quando um casal (ou mulher sozinha) em situação de pobreza enfrenta uma gravidez não-planejada. Mas não estamos falando de interromper a aquisição de um carro e sim da formação de uma vida humana. Uma gravidez não-planejada não precisa ser uma gravidez indesejada.

Os casos de gravidez por estupro são os casos mais delicados. É muito triste quando uma mulher engravida por estupro. Porém, um erro não justifica outro. Se a mulher não quiser a criança, pode entregá-la para adoção. Não estamos dizendo que é fácil fazer isso, estamos dizendo que isso é o certo a fazer. E é bom enfatizar que os casos de gravidez por estupro são pequena minoria.

Alguns afirmam que a mulher tem o direito de decidir o que fazer com seu próprio corpo. É compreensivo que queiram defender os direitos das pessoas. Porém, o bebê não é mero apêndice do corpo da mulher e sim outro ser humano que também possui direitos.

A maioria dos abortos na Ásia é contra fetos do sexo feminino, pois lá os filhos homens são mais valorizados. As feministas asiáticas defendem o direito das mulheres de abortar fetos do sexo feminino. De fato, as feministas do mundo inteiro fazem justamente isso.

Essas pequenas mulheres em gestação [e esses pequenos homens idem] também não têm os seus direitos? O direito humano mais fundamental: o direito à vida?

sábado, 26 de março de 2011

Aborto - Perspectiva Cristã 1



Essa série de postagens NÃO está defendendo a imposição de conceitos e valores religiosos à sociedade civil. O Brasil é um Estado laico, o que significa que ele deve ser neutro em questões religiosas. Porém, seja o que for que as leis venham a permitir, aqueles que querem ser cristãos autênticos pautam suas convicções e decisões pessoais pelos princípios das Escrituras.

O aborto é a interrupção da gravidez. Pode acontecer espontaneamente por alguma falha do organismo da mulher ou ser provocado por acidente. Mas também pode ser provocado deliberadamente. Como os cristãos autênticos devem encarar o aborto deliberado?

No antigo Israel os filhos vinham dentro do casamento e eram vistos como uma bênção: quanto mais, melhor. Claro que nossos tempos são muito diferentes, essa afirmação é apenas para explicar porque a Bíblia não trata de aborto deliberado: esse ato seria muito estranho na antiga cultura israelita. Mas a Bíblia contém orientações que se aplicam ao aborto sim.

Deus é a Fonte da Vida e considera preciosa a vida de uma criança desde os primeiríssimos estágios após a concepção. Se realmente acreditamos em Deus e que prestaremos contas a Ele, então nosso conceito sobre o aborto será determinado por esses fatos. Salmos 36:9, 136:13-16, Atos 17:28, Romanos 14:12

Na Lei de Moisés, se uma pessoa brigando com outra acabasse machucando uma mulher grávida e causando aborto, a pessoa receberia pena de morte. Algumas traduções da Bíblia fazem parecer que a questão era apenas o que aconteceria com a mãe, mas o hebraico original refere-se ao que ocorresse com a mãe ou com a criança. Êxodo 21:22-23

Portanto, para Deus o interromper a gravidez deliberadamente é tão grave quanto assassinar uma pessoa de qualquer idade. Gênesis 9:6, Êxodo 20:13, 1João 3:15

Mas que dizer de uma gravidez de risco, por estupro e outros pontos polêmicos?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Você SABE que um religioso é mentiroso e está tentando enganá-lo quando...


01- Afirma ou subentende que aderir à denominação dele é a solução mágica para todos os seus problemas e (pior) tenta comprovar com textos bíblicos isolados. Promete resolver problemas fora e além do que a Bíblia realmente promete aos cristãos;

02- Diz que, como adepto da igreja dele, você terá mil direitos e benefícios de Deus e nem menciona os deveres, responsabilidades e custos do discipulado cristão (“Discípulo”? Você é um senhor cliente!);

03- Estimula a inveja e a revolta das pessoas afirmando o quanto é injusto tantos terem tão pouco e poucos terem tanto. Subentende que, se você se converter ao grupo dele, será um desses poucos que têm muito e causam inveja nos demais;

04- Gasta mais tempo em criticar as doutrinas e procedimentos dos outros grupos religiosos e apontar os supostos erros destes do que na apresentação e defesa das próprias idéias. Ou então, sem coragem de atacar diretamente seu principal concorrente, cede espaço para que um correligionário faça o trabalho sujo de veicular acusações, fingindo nada ter a ver com o assunto ou até repreendendo brandamente seu colega enfatizando a necessidade de manter o nível elevado;

05- É incapaz de responder objetivamente a uma pergunta clara e direta ao ser questionado sobre um fato polêmico ou tema embaraçoso: finge responder, divaga sem chegar a uma conclusão, muda de assunto, subestimando a inteligência de quem pergunta e de quem assiste o diálogo. Ao ser alvo de boatos ou criticado por erro ou fato desabonador presente ou passado, em vez de esclarecer ele se esconde atrás da esposa e filhos ou de membros da denominação para projetar uma imagem de família e igreja vítima de calúnias;

06- Tem a incrível capacidade de sempre dizer exatamente o que você deseja ouvir (o que pode ser bem diferente, talvez até exatamente o oposto do que você precisa ouvir);

07- Não faz nenhum inimigo poderoso, não favorece nem contraria frontalmente os interesses de nenhum grupo ou segmento social (especialmente dos poderosos) em sua pregação. Se porventura criticar especificando nomes, criticará indivíduos e/ou grupos que não podem ou não querem se defender;

08- Procura impressionar mostrando que é um guerreiro corajoso por afirmar que recebe ameaças ou sofreu atentados de opositores e até ataques diretos de demônios;

09- Folhetos, cartazes, outdoors e até fachadas da igreja apresentam muitas fotos do líder da denominação, estimulando a admiração por ele e desviando a atenção que deveria ser para Jesus. Através das fotos e cenas televisivas procura projetar um personagem, como “o homem simples de Deus”. Conforme sua audiência e teor da mensagem, tenta parecer mais pobre do que realmente é (ou, inversamente, procura ostentar riqueza);

10- Insiste em criticar os líderes religiosos em geral (subentendendo que liderar um grupo religioso é intrinsecamente errado, que o problema das organizações religiosas é o fato de serem organizadas institucionalmente, que o grupo religioso dele não é uma organização religosa) como se ele próprio não fosse um líder ou representante de uma organização religiosa;



Adaptado do livro “Como Não Ser Enganado nas Eleições” de Gilbert Dimenstein – Editora Ática

Não é incrível como as sugestões de um livro sobre como não ser enganado por políticos podem ser tão facilmente adaptadas ao contexto religioso...?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Como NÃO Ser Enganado por Religiosos

Você gosta de ser enganado? Se gosta, pare de ler esta postagem. Se não gosta, temos uma má notícia e uma boa. A má notícia é que há batalhões de pregadores querendo seduzi-lo. A boa notícia é que podemos conhecer os segredos e evitar as armadilhas.

É necessário ter calma na hora de escolher um grupo religioso. É uma decisão que pode influir muito em nossa vida para o bem ou para o mal. Esta decisão pode custar muito caro em diversos sentidos. Mais que isso, influi na nossa perspectiva de vida eterna. Portanto, pode custar infinitamente caro, ainda que você se sinta muito bem com essa escolha. E você é responsável perante Deus por tomá-la com critérios e motivação corretos. Também é responsável por estimular os outros a fazer o mesmo. É algo que requer empenho mental constante e humildade genuína.

O fato de um grupo religioso ser elogiado ou criticado não prova nada em si mesmo. Um grupo pode ser criticado justamente porque procura agir de forma biblicamente correta, o que muitos não compreendem. Por outro lado, certas ações são tão erradas que mesmo pessoas que nada conhecem da Bíblia reprovam. Assim, não se deixe levar pelo que as pessoas ou a mídia dizem.

Seja cético quanto a histórias de milagres, visitas de anjos, revelações proféticas. Os brasileiros em geral são muito místicos e se deixam impressionar com palavras bombásticas. Pregadores inescrupulosos recorrem a qualquer recurso para atingir seus objetivos de aumentar o número de adeptos: técnicas de Marketing, misticismo pagão, manipulação psicológica.

É necessário analisar biblicamente o que um pregador ensina tanto com suas palavras quanto com seu exemplo. Temos que buscar informações com outras pessoas e acima de tudo pesquisar a Bíblia como padrão supremo de verdade espiritual.




Adaptado do livro “Como Não Ser Enganado nas Eleições” – Editora Ática

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os cristãos autênticos veneram Maria?


Grandes líderes religiosos (como Lutero, Calvino, Zwinglio, Wesley e outros) fizeram afirmações elogiando Maria. Significa que temos que venerar Maria?

PRIMEIRO, temos que diferenciar a Maria bíblica da "Senhora Deles".

Sim, a Maria bíblica foi uma mulher exemplar. Da mesma forma que Sara, Ester e inúmeras outras heroínas bíblicas. E assim como estas, Maria foi um ser humano imperfeito que necessitava do Salvador. Mas do jeito que os católicos colocam, parece que foi Jesus quem teve o privilégio de nascer dela.

De acordo com as profecias, a mãe biológica e o pai adotivo do Messias teriam que ser ambos descendentes do rei Davi. Além disso, estava profetizado por Daniel que o Messias surgiria naquela época.

Assim, se Maria não fosse descendente de Davi e/ou se ela tivesse nascido apenas dez anos antes ou depois, não poderia ter sido escolhida para gerar Jesus. Mas os católicos idealizam tanto Maria que, quando informados disso, parecem pensar que ela era tão supersanta que Deus teria alterado seus Propósitos!

Maria era santa sim. Mas por mero acaso era descendente de Davi e uma jovem noiva virgem justo naquela época. Mas antes e depois houve muitas outras mulheres tão santas quanto Maria e que poderiam perfeitamente ter sido escolhidas para ser mãe do Messias se fossem descendentes de Davi e noivas virgens naquele período histórico.

E, não, Maria não permaneceu virgem para sempre e teve outros filhos sim. Que crença pagã pensar que o sexo é intrinsecamente pecaminoso, mesmo no âmbito do casamento!

Temos que amar Maria sim. O que um cristão autêntico precisa rejeitar é esse construto antibíblico, a "Senhora Deles", uma semideusa que leva o nome da coitada da Maria, mas na verdade é uma amálgama de muitas deusas-mãe adoradas pelos pagãos e absorvidas pelo catolicismo com uma fachada de cristã.

Não é coincidência que o concílio católico que declarou Maria como "Mãe de Deus" tenha ocorrido na cidade de Éfeso! Atos 19:23-28, 35

SEGUNDO, o que Lutero, Calvino, Zwinglio, Wesley e outros escreveram a respeito de qualquer assunto pode até ser interessante, mas não é a Regra de Fé para quem quer ser um cristão autêntico.

Não vou mexer um dedo só porque fiquei sabendo que Fulano disse isso ou aquilo. Se o que eles afirmaram sobre qualquer assunto estiver de acordo com a Bíblia, ótimo. Se não estiver, fico com as Escrituras.

Lutero, Calvino, Zwinglio, Wesley e outros podiam ser devotos, sinceros e sábios. Mas eram humanos imperfeitos e limitados como todos nós. Somente as Escrituras são infalíveis.

Aliás, Lutero não queria sair da ICR, ele foi expulso. Sua discordância era a respeito de aspectos pontuais, não com os erros basilares do catolicismo (como ter Maria como Intercessora e Pedro como a Rocha fundadora da igreja). Se tivessem ouvido Lutero, ele teria permanecido na ICR,muito feliz. Lutero ainda tinha vestígios de catolicismo em sua mente e coração, como se pode ver em diversas de suas palavras e ações. E assim como muitos "cristãos" não-católicos no Brasil.

TERCEIRO, Maria não era "Mãe de Deus" (alguém consegue imaginar uma expressão mais pagã?) e sim mãe do ser humano Jesus, progenitora do organismo em que ele foi recriado como humano.

QUARTO, temos que amar Maria sim (da mesma forma que temos que amar Sara, Ester, etc.), mas venerar somente ao Criador e Soberano do Universo, não à pagã "Senhora Deles", à inexistente deusa-mãe pagã.

Quem me deu o meu Salvador não foi a "Senhora Deles" e sim o meu Deus, o Pai. É somente a Ele quem tenho que honrar e louvar.

Apocalipse 4:11 -
“Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.”

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Uso da Linguagem na Religião

A entrevista abaixo foi feita em 1999 para a revista Eclesianet com o fonoaudiólogo Noélio Duarte sobre oratória eficaz e oratória manipuladora. O link original parece não funcionar mais, mas a matéria está aqui na íntegra. Não sei exatamente o que o Noélio Duarte quer dizer com “ação do Espírito Santo”, mas a entrevista é muito boa e mais atual que nunca.

* * *

Que a fé vem pelo ouvir, todo crente sabe. Agora, o que nem todos percebem é que, da mesma forma que a voz pode ser usada para anunciar as Boas Novas da salvação, também é capaz de se tornar instrumento de manipulação. Basta uma tonalidade mais elevada aqui, uma frase chorada ali e pronto, lá se vão as defesas mentais do ouvinte embora.

Este uso mal-intencionado da voz humana encontra em Noélio Duarte um de seus mais ferrenhos adversários. Para ele, alguns pastores cozinham deliberadamente o cérebro de seus ouvintes com modulações de voz cuidadosamente selecionadas. Atingindo em cheio as emoções do público, fica fácil produzir manifestações atribuídas ao Espírito Santo, mas que não passam de comportamentos psíquicos. "O segredo é o som", revela o estudioso.

Noélio Duarte tem um currículo extenso. Fonoaudiólogo por formação, com especialização em terapia vocal e comunicação humana há mais de 20 anos, ele é pesquisador e leciona oratória e fisiologia da voz. Tem quatro livros publicados, sendo que o último, Você pode falar melhor (Juerp), está na quarta edição. Como consultor e conferencista, tem falado para platéias formadas por empresários, estudantes, profissionais liberais e pastores, todos interessados em aprender a falar bem, requisito fundamental neste mundo cada vez mais competitivo e exigente.

Baiano de Caravelas, seu interesse pela voz humana nasceu de maneira prosaica: seu pai era pastor e, volta e meia, pregava tanto que perdia a voz. Noélio decidiu, então, dedicar-se a uma especialidade que ajudasse as pessoas a não sofrer com problemas vocais. Evangélico, 45 anos de idade, casado e pai de duas filhas, Noélio prepara-se para o ministério pastoral - está prestes a concluir o curso de teologia no Seminário Batista do Sul, no Rio -, com o qual pretende unir o útil ao agradável: transmitir a mensagem da salvação de forma compreensível e capaz de convencer qualquer pecador a se arrepender. Foi com sua voz clara e bem treinada que ele deu esta entrevista à revista ECLÉSIA.


O que é falar bem?
Falar bem é expressar-se com inteligibilidade, fazendo com que o outro entenda aquilo que você está apresentando. Uma das definições da comunicação é "tornar o assunto comum". Falar bem é falar uma linguagem que seja comum a mim e ao outro. Às vezes, as pessoas confundem falar bem com enfeitar demais, abrilhantar a fala com termos rebuscados.


Então, é uma questão de identificação com o interlocutor?
Um dos elementos que usamos em oratória é a qualificação da pessoa com quem se está falando, já que cada um tem uma linguagem própria que rege sua vida. Se estou falando com você e descubro a sua formação, posso identificar-me. É a chamada "teoria do espelhamento pela palavra". Quando falo sua linguagem, torno-me seu amigo e, inconscientemente, você se torna atraído por mim. Eu desperto seu interesse. Isso é uma técnica. Em suma, falar bem é falar o que o outro precisa ouvir e fazê-lo entender o que eu preciso dizer.


Por que é tão importante aprender a falar bem?
Olha, falar, todo mundo fala. Mas será que todos convencem? Convencer é fazer com que o outro trabalhe com as suas idéias dentro de um critério em que todas as suas proposições sejam entendidas e, mais tarde, repetidas. Há uma busca frenética, hoje em dia, pelo falar bem. O índice de desemprego é muito alto. Mesmo pessoas de alta qualificação profissional têm tido muitas dificuldades para conseguir emprego. Elas precisam aprender a falar bem, o que, neste contexto, significa convencer o outro daquilo de que são capazes.


O bom orador já nasce feito ou qualquer pessoa pode aprender a falar corretamente?
O bom orador não nasce feito. Ao nascer, o cérebro de uma pessoa tem entre 10 e 12 bilhões de neurônios. Cada neurônio tem conexão com outros 10 mil. Isto permite ao cérebro ter 120 trilhões de conexões. Esta fantástica usina pode permitir a uma pessoa ganhar o Prêmio Nobel ou, simplesmente, manter-se analfabeta. Depende do estímulo. O cérebro, internamente, nada produz, a não ser a manutenção das funções orgânicas vitais. Na verdade, o cérebro é uma estrutura que precisa ser programada. A oratória é uma programação. Você se torna um bom orador na proporção em que tenha muitas informações na cabeça e seja capaz de verbalizá-las e passá-las para seu público. É inútil possuir muito conhecimento quando se é incapaz de trabalhar estas informações de forma verbalizada. E a fala é o canal para isso.


Por que muitas pessoas têm medo de falar em público?
Por medo do julgamento. Um grupo da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, mostrou, através de estudos, que um ser humano recebe nove repreensões para cada elogio. Isto gera uma auto-imagem deformada, numa condição de absoluta negatividade. É a chamada "programação negativa". Quando tem que falar, essa pessoa já entra achando que vai perder, até mesmo numa simples conversa. Então, o medo vem do conhecimento deformado que o indivíduo tem de si mesmo.

Na verdade, isto tem três origens. A primeira é o desconhecimento dos próprios potenciais. A segunda é o conceito negativo que a pessoa tem de si mesma. E a terceira é a ausência total da visão da possibilidade, das metas.


E quais são os maiores erros que o orador pode cometer?
É possível listar cinco características de um mau orador.

O primeiro é a desatualização. Uma pessoa desatualizada, que pensa ser suficiente aquilo que já possui, não lê, não busca novos conhecimentos, não percebe que a programação mundial está mudando a cada dia.

A segunda é a auto-suficiência. Aquele que pensa: "Eu me basto. Se quiser me ouvir, tudo bem. Senão, vá procurar outro."

Outra deficiência é não avaliar os potenciais vocais. Uma pessoa que nunca se ouviu, mesmo que seja através de uma fita de gravador, não tem a menor noção de quem ela é, não tem autocrítica. Por isso, fala baixo demais, fala rápido, berra etc.

Outro erro muito freqüente é não cuidar da voz. A voz também pode adoecer. Se não for cuidada, ela se torna doente e insuficiente. Há oradores que não cuidam do seu instrumento de trabalho, que é a voz.

E o quinto erro crasso, gravíssimo, é a recusa de mudar paradigmas pessoais. É não querer mudar sua própria visão.


Como prender a atenção do ouvinte?
Eu uso três princípios práticos.
O primeiro é o princípio da visibilidade. Antes de abrir a boca, é preciso contemplar o auditório, identificando-se com os ouvintes, fazendo uma saudação com o olhar. Eu não entendo alguns oradores que falam olhando para o chão, ou para o teto. Oratória é uma coisa de olhar, ela fascina pela visibilidade.

Há também a gestualidade. Os gestos fazem parte da oratória. Os gestos devem ser trabalhados entre o rosto e o tórax, pois as pessoas estão com o foco nos olhos e na boca de quem fala.

O terceiro princípio é o da comunicabilidade. É preciso explorar a palavra, o som da palavra e a linguagem do corpo. Os autores classificam a palavra como um elemento com pouco poder de persuasão. Apenas 7% do potencial de comunicação vêm da palavra. Agora, se você aliar a palavra ao som da palavra e à linguagem do corpo, seu potencial de comunicação será altíssimo.


Os pastores, em geral, falam bem?
Não. O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, disse que, se a voz não tiver um som certo, como será possível entendê-la? O que conta é o som. Salomão escreveu em Provérbios 18.20 que a vida e a morte estão no poder daquilo que se diz e como se diz. Durante muitos anos, os pastores entraram na escola da retórica, que é a parte estética da oratória, e se esqueceram de que o mundo mudou. A oratória tem que ser contextualizada. Hoje, entende-se que o bom orador é aquele que conversa, e não o que prega de uma maneira ortodoxa, arcaica.


É possível manipular as pessoas durante uma pregação usando recursos vocais?
Sem dúvida. É sabido que cerca de 95% do conteúdo total do cérebro trabalha em função da emoção, e o restante, em função do intelecto. O som da palavra é que aperta o gatilho para detonar a emoção ou a razão. Logo, se um orador pretende emocionar sua platéia, basta usar tons apelativos, emocionais, falar com aquela ênfase exagerada, gritar... A voz humana trabalha com faixas tonais, desde os tons graves, que deprimem, até os tons de ciclagem mais alta, que são capazes de agitar, trabalhar o emocional das pessoas. Este som da agitação descaracteriza o sentido intelectual da mensagem. Um indivíduo submetido a esse tipo de pregação perde todas as suas defesas. Quanto mais agudo o som, quanto maior a intensidade e o volume, mais indefesos ficam os ouvintes, principalmente se têm um nível cultural baixo. Aí se explica por que algumas igrejas vêm crescendo tanto. Infelizmente, alguns líderes usam isso com os piores objetivos.


Mas o senhor diria que isso é intencional?
Eu diria que há intenção. Freud disse que o ser humano tem dois campos de ação: a fuga da dor e a busca pelo prazer. Como é, então, que esses pastores conseguem manter o público? Falando o que ele quer ouvir. E como isso pode ser feito? Entrando na emoção, usando uma freqüência de dor. Aquelas orações lamurientas, impostadas: "Oh!, Senhor Deus, nós estamos aqui, nós somos fracos..." Esta é a freqüência que atinge aquele sujeito que está sofrendo.


Essas estratégias de manipulação são usadas até nas orações?
Infelizmente sim, e isto é extremamente grave, até mesmo passível de alguma ação por parte da liderança evangélica. Alguns fazem isso inconscientemente, numa atitude de copiar um modelo. A Igreja Universal, por exemplo, criou um modelo próprio. Antes dela, a Nova Vida também tinha criado o seu. As pessoas, então, copiaram estes modelos. Só que este tipo de oração dolorida, angustiada, tem sido usada na manutenção de um status quo, que é o do pregador que tem que gritar lá da frente para manter o público preso a ele através de uma faixa tonal.


Mas como diferenciar as manifestações com o objetivo de manipulação verbal daquelas que são, genuinamente, fruto da operação do Espírito Santo?
Vou responder citando um fato científico. Um psiquiatra canadense descobriu a chamada "epilepsia musicogênica". Ele conseguiu reproduzir em um grupo experimental - que nada tinha a ver com Deus ou com a Bíblia - as mesmas manifestações que alguns pastores de uma determinada igreja na Austrália conseguiam promover entre seus fiéis. Bastou reproduzir as freqüências tonais utilizadas. Esse estudioso, que inclusive era ateu, queria mostrar que certas manifestações não tinham relação com o Espírito Santo. O trabalho, com 53 casos documentados, foi enviado para a Organização Mundial de Saúde e criou muita celeuma. Muito do que essas pessoas andam fazendo por aí são manifestações psíquicas. Eu tenho profundo temor a Deus e creio na ação do Espírito Santo. Mas procuro ficar de olho aberto e diferenciar as coisas.


Essa manipulação também é usada na arrecadação de ofertas?
Mas é claro. Certa vez, eu fui a um culto com um amigo e vi que ele ficou emocionado, chorava, debatia-se e, a certa altura, perguntou-me se eu não sentia alguma coisa. "Rapaz, o Espírito Santo não está tocando em você? Você é um insensível", ele me disse. Então, falei para ele: "Olha só, o que aquela pessoa lá na frente está fazendo nada tem de Deus. Ele está manipulando, tanto é que você nem questionou quanto tinha no bolso." Ele meteu a mão no bolso, foi lá e deu R$ 50. Depois ele me disse que nunca imaginou que, um dia, seria capaz de dar R$ 50 numa igreja. Mas ele achou que foi movido pelo Espírito Santo.


E as músicas agitadas, as palmas, também podem ter um efeito manipulador?
Podem. A música agitada e as palmas ritmadas têm a capacidade de liberar as emoções primitivas. É por isso que os chamados hinos "tradicionais" têm sido tão criticados. As pessoas pensam que estão sentindo o fogo de Deus, mas estão, na realidade, vivenciando emoções primitivas. Qual é a primeira reação do ser humano quando nasce?


Chorar.
Exatamente. E logo depois vem o grito, certo? Então, como o cérebro está em busca deste estágio primitivo, o código da emoção é deflagrado. O indivíduo sente-se liberado para dar vazão a isso. Quem usa freqüências altas o tempo inteiro numa pregação está cozinhando o cérebro do auditório. Veja a música evangélica de hoje: ela tem sido mais usada para provocar emoções, e não como adoração. A carta aos romanos diz, no capítulo 12, que o culto deve ser racional e não emocional. A música não deve ser utilizada para manipular, para vender CD, para exaltação pessoal. Há gente que procura igrejas que têm música bonita. A música deve ser uma preparação espiritual para que o indivíduo adentre a presença de Deus. Só que, depois da música, tem que vir a Palavra de Deus. Se alguém quer crescer, tem que fazê-lo pela Palavra, e não pela música _ até porque muitas letras de músicas que estão por aí são extremamente carentes. Como poeta, acho algumas dessas composições terríveis. Certa ocasião, no nosso grupo de alunos do seminário, analisamos o conteúdo dessas músicas, frase por frase. Olha, não sobrou nada ou melhor, só sobrou o "amém".


Seu trabalho inclui elementos da neurolingüística. Como o senhor a define?
A neurolingüística é uma ciência que estuda o comportamento do cérebro diante de situações imediatas, isto é, como o cérebro reage diante de situações novas, e como você pode dimensionar isto para seu próprio crescimento, e não para o sofrimento.


Não é uma forma de humanismo?
Não, se eu a utilizar de uma forma coerente. Jesus Cristo disse que veio trazer vida em abundância. Esta vida abundante inclui vida social, emocional, física, econômica, familiar. O apóstolo Paulo usou a neurolingüística quando disse: "Toda a lei resume-se em um só mandamento amar o próximo como a si mesmo." Jesus Cristo também já havia dito que os mandamentos resumiam-se a amar o próximo como a si mesmo. Amar-se é muito importante. A neurolingüística ajuda o indivíduo a formular projetos, é uma forma de auto-ajuda. Ela pode ser usada na vida espiritual, na busca por projetos, metas, atitudes que favoreçam o crescimento espiritual.


Mas muitos líderes evangélicos combatem a neurolingüística por considerá-la anti-cristã.
Mas a maioria da liderança evangélica nunca se deu ao trabalho de ler obra alguma sobre o tema. É meio naquela base do "não li e não gostei". É um preconceito causado pelo desconhecimento. É uma pena que não se abram para o conhecimento e para a mudança desses paradigmas internos. Dei de presente a um pastor um livro sobre neurolinguística. Ele agradeceu e recusou, dizendo que aquilo era "literatura satânica". Há preconceito. Eu trabalho com diversos grupos, mas, de cada dez convites que recebo, apenas dois são de organizações evangélicas, inclusive congressos de pastores.


E esses pastores concordam quando o senhor fala em manipulação pela voz?
Os pastores que me ouvem estão em busca de conhecimentos técnicos sobre como respirar corretamente, como articular melhor as palavras, como encarar o público. Na maioria das vezes, interessam-se apenas pela estética da voz. É como se me dissessem: "Olha, nós queremos técnica, não nos venha com aquelas teorias." Agora, quando eu posso, abro um espaço para falar em manipulação pela voz por entender que esta é uma questão extremamente grave.


http://www.eclesianet.com.br/web/vinde/anteriores/dezembro_99_entrevista.htm

sábado, 28 de agosto de 2010

Não servimos a Deus por causa do que Ele nos dá, Servimos a Deus porque o Amamos!


Habacuque 3:16-19

Ouvi, e meu ventre começou a ficar agitado; meus lábios tremeram diante do som; a podridão começou a penetrar-me nos ossos; e eu estava agitado na minha situação, de aguardar tranqüilamente o dia da aflição, a [sua] vinda sobre o povo, [para que] ele os acometesse.

Ainda que [a] própria figueira não floresça e não haja produção nas videiras, o trabalho da oliveira realmente resulte em fracasso e os próprios socalcos realmente não produzam alimento, [o] rebanho seja separado do redil e não haja manada nos currais;

Ainda assim, no que se refere a mim, vou rejubilar com o próprio Jeová; vou jubilar com o Deus da minha salvação.

Jeová, o Soberano Senhor, é minha energia vital; e ele fará os meus pés semelhantes aos das corças e me fará pisar nos meus altos.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Habacuque testifica que NÃO servia a Deus por causa do que Deus lhe daria, servia a Deus por causa de quem Ele é. Mesmo em meio ao castigo divino derramado sobre Judá, o profeta opta por regozijar-se em Jeová. Deus seria sua salvação e o manancial inesgotável de suas forças. Habacuque sabia que um remanescente fiel haveria de sobreviver à invasão babilônica, por isso proclama com confiança a derradeira vitória dos justos que vivem pela fé em Deus (Habacuque 2:4).

O capítulo 3 de Habacuque é uma oração, expressa como se fosse por ele mesmo, mas feita pelo povo. Suas palavras nos deixam apreensivos, mas ao mesmo tempo alegres pela salvação que Deus nos oferece.

O livro de Habacuque nos ensina que Deus permite a iniqüidade porque tem um tempo certo para agir, o que podemos chamar de “cronologia profética”. Porém, Deus continua sendo Todo-Poderoso e agirá de forma arrasadora quando chegar o Dia marcado. Os servos de Deus visualizam esse Dia e se sentem impressionados, apesar da punição não ser para eles. Em contraste, os iníquos hoje podem viver relativamente tranqüilos, mas naquele Dia ficarão aterrorizados. E aqueles iníqüos que morrerem antes do Dia sabem (bem lá no fundo de suas consciências cauterizadas) que enfrentarão o julgamento divino e que estão condenados.

Entretanto, até esse Dia chegar, Deus vai continuar permitindo que as pessoas escolham serem iníquas se quiserem. Também continuará permitindo que tomem decisões tolas, que desconsideram seus princípios eternos. Mas essas escolhas causam conseqüências adversas inescapáveis. Assim, as pessoas continuarão causando sofrimentos desnecessários para si próprias e umas para as outras. E uma grande parte desses sofrimentos recai sobre pessoas inocentes, inclusive sobre cristãos genuínos. Sim, Deus permite que os justos também sofram, tanto ou às vezes até mais que os injustos.

Para um país agrícola e sem tecnologia moderna como o antigo Judá, o que Habacuque descreveu era um completo colapso econômico. Uma guerra sempre causa dificuldades, mesmo para o lado vencedor. Habacuque não esperava ser milagrosamente poupado das dificuldades que afetariam o país. Sua alegria não se baseava na expectativa de um livramento milagroso, mas sim de sua esperança de salvação.

Muitos cristãos vivem em locais em que as profecias sobre o tempo do fim se cumprem profundamente: pobreza, violência, doenças, etc. Embora possam evitar muitos problemas com a aplicação dos princípios bíblicos, os cristãos não são imunes à estes males, não importa o quão devotos sejam. Além disso, a imperfeição humana cobra tributos de todos nós, sem poupar ninguém. Assim, esse mundo dominado pelo Diabo continuará exercendo pressão sobre todos os discípulos de Jesus. Aqueles que prometem o contrário são falsos profetas.

Entretanto, sabemos porque esses sofrimentos ocorrem e que eles não durarão para sempre, o que nos dá forças para perseverar até o fim. Além disso, temos o apoio de Jesus se buscarmos primeiro o Reino. Ele nunca prometeu uma vida livre de desafios, mas sim que nos daria orientação, apoio e por fim a vida eterna. Seja o que for que Deus permita que soframos, sabemos que por fim Deus recompensará eternamente aqueles que o buscam com sinceridade e fervor. Assim, em vez de desanimar por causa dos reveses ou de cairmos na ansiedade, no materialismo e no hedonismo, devemos confiar em Deus mais do que nunca.

Nunca alicerce sua derradeira confiança no que você mesmo, ou especialistas, ou políticos, ou líderes empresariais, ou líderes religiosos podem fazer. Nunca se esqueça de que sua vida não provém daquilo que você possui, muito menos sua perspectiva de vida eterna, mas sim de Deus. Priorize o Reino de Deus e evitará muitas ansiedades.

Nunca duvide das promessas de Deus de orientar e apoiar seus servos e lhes dar vida eterna. Nunca entre em pânico, nem corra de modo covarde em busca de outro esconderijo que não seja o Criador. Nunca renegue a Deus nem transija sua integridade. Nunca deixe sua visão mental enfraquecer quanto ao apoio dado àqueles que se apegam à sua dedicação à Jeová.

Pare de só pensar em si mesmo e sirva de instrumento de Deus para proclamar as boas novas auxiliar em sentido físico, emocional e espiritual outras pessoas mais necessitadas do que você.

Dizem que o rio Tietê nasce à apenas 7km do mar, mas por causa das circunstâncias ele tem que dar uma volta de 5000km até chegar ao oceano. E é justamente por causa desse longo e acidentado percurso, no qual ele contorna muitos obstáculos e sofre poluição, que o pequeno riacho torna-se um grande rio e finalmente cumpre sua missão. Parafraseando Churchill, não importa o quanto dure nem o quanto custe, JAMAIS NEGOCIAREMOS COM O DIABO!

Não servimos a Deus por causa do que Ele nos dá, servimos a Deus por causa de quem Ele é, servimos a porque o amamos. O Soberano do Universo continuará a permitir o sofrimento até chegar o Dia de eliminá-lo totalmente. E uma parte desse sofrimento pode recair e recai sobre cristãos inocentes sim, por mais devotos que sejam. Mas ainda assim escolhemos nos alegrar em Deus por causa da orientação e apoio que Ele nos dá e pela esperança de salvação eterna que nos oferece. Por isso podemos proclamar com confiança a derradeira vitória dos justos que vivem pela fé em Deus (João 3:36, Romanos 1:17, Hebreus 10:38).

* * *

domingo, 15 de agosto de 2010

Viciados em Sexo

O termo “vício em sexo” é usado para descrever o comportamento de uma pessoa que tem obsessão incontrolável por sexo. As coisas relacionadas ao ato sexual em si e o pensar sobre sexo tendem a dominar o agir do viciado, o que determina a sua queda de rendimento no trabalho e o desgaste das suas relações sociais e familiares. Contudo, as conseqüências podem ser muito mais graves, porque dependendo dos comportamentos exibidos pelo viciado, a vida do doente pode sofrer profundas perdas, tais como emprego, casamento, filhos, carreira, liberdade, contaminação por doenças transmissíveis sexualmente (DST), ferimentos, morte e prisão.

Isto porque o vício em sexo implica necessariamente o desenvolvimento de identidade dupla, uma vida de fachada e uma outra de alto risco que envolve atividades ilegais tais como exibicionismo (nudez pública), trotes telefônicos obscenos, molestação e até estupro. Todavia, é importante ressaltar que não necessariamente todos os viciados em sexo incorrem em nos sintomas mais graves.

1- Masturbação compulsiva (auto-estimulação).
Apesar da masturbação ser incentivada por várias correntes da Psicologia, nem tudo é um mar de rosas neste assunto, já que muitas pessoas que se tornam vítimas da auto-estimulação erótica compulsiva experimentam intenso sofrimento psíquico, perdas afetivas, problemas de saúde... e até a morte. A masturbação excessiva pode causar câncer de próstata? Parece que sim. A masturbação compulsiva é tanto causadora quanto sintoma de vários distúrbios psíquicos. Pode causar incapacidade e desinteresse em iniciar e/ou manter um relacionamento normal. Influi de forma prejudicial em nossas faculdades mentais, em especial na nossa imaginação, afetando o intelecto e o emocional. Pode levar à outros comportamentos compulsivos que podem conduzir à degeneração da vida pessoal e profissional.

2- Comportamento sexual promíscuo com inúmeros parceiros, por vezes anônimos e casuais, cujos relacionamentos nem chegam a durar uma noite inteira.
É por aí que escorrem os casamentos e estabaca o rendimento no trabalho, o que acaba rendendo separações e demissões.

3- Consumo compulsivo de pornografia.
Horas e horas na frente do computador navegando em sites XXX são o suficiente para detonar a produtividade de qualquer um, viciado em sexo ou supostamente não. Este sintoma por si mesmo já é um sinal amarelo de alerta!

4- Prática de sexo inseguro.
AIDS, sífilis, herpes, papiloma vírus, hepatite e outras cobras e lagartos rondam permanentemente os viciados em sexo, por serem contumazes na prática de atos sem preservativos e precauções.

5- Uso abusivo de sexo virtual através de internet, telefone, Chat e serviços de encontros (Dating).
Quase todos os viciados acabam falindo e a razão é muito simples: os Chats e Datings custam dinheiro, muita grana que é queimada sem nenhum controle... no final do mês vem a conta.

6- Prostituição e procura compulsiva por mulheres/homens de programa.
Quando o viciado/viciada vende seus serviços, provavelmente não experimente uma falência básica, nos outros, a procura impulsiva por profissionais do sexo acaba acarretando grandes gastos financeiros... e DSTs gratuitas.

7- Exibicionismo.
É um sintoma que leva a apuros com a lei, já que os(as) exibicionistas são denunciados às autoridades. Enquanto isto, as exibicionistas teens do Orkut atraem milhares de visitas aos blogs de viciadinhos que apresentam o sintoma nº 8.

8- Voyerismo.
Voyerismo é a prática de espiar sub-repticiamente a nudez e atos sexuais alheios. Este sintoma pode trazer grandes dores de cabeça quando o voyeur é descoberto.

9- Assédio sexual.
Grande responsável pela perda do emprego. A prática de assédio costuma corroer as relações inter-pessoais nos ambientes corporativos.

10- Atentado violento ao pudor e estupro.
É um dos sintomas mais graves, que leva certamente à prisão e a processos criminais intermináveis. Digamos que este é o fim do poço, se é que isto seja pior do que pegar AIDS, ou levar tiros de Ricardões.


RELAÇÕES EMOTIVAS COM SATISFAÇÃO ZERO.
Geralmente o viciado em sexo obtém pouca ou nenhuma satisfação com seus parceiros, porque o após cada relação é invadido pelo sentimento de culpa e vergonha. O viciado não possui nenhum controle sobre seu comportamento, mesmo confrontado com perdas cada vez maiores, financeiras, de saúde, sociais e emocionais.


FORMAS DE TRATAMENTO.
Os viciados em sexo apresentam graves distorções de percepção ao racionalizarem e justificarem o problema em busca de desculpas para as suas ações. Enquanto se justificam sistematicamente, eles têm grande resistência às abordagens terapêuticas.

Enquanto o doente não admite o seu problema e a necessidade de ajuda especializada, qualquer tentativa de tratamento certamente apresentará resultados inócuos. As circunstâncias que normalmente forçam os viciados(as) são a aceitar a doença são a perda do emprego, casamento e eventuais envolvimentos com a polícia, o que pode acarretar a depressão.

Uma vez vencido o empecilho da aceitação do problema, torna-se possível empreender as próximas etapas que incluem noções de educação sexual, aconselhamento individual e terapia psicológica familiar. Há também a alternativa coadjuvante de participação em grupos de 12 passos dos Viciados Anônimos em Sexo. Em casos mais graves, o uso de medicamentos para o tratamento de distúrbios obsessivos compulsivos deve ser realizado diante da descoberta clínica das implicações por trás do vício sexual, que pode ser apenas um pano de fundo mascarador de desordens psíquicas mais graves. As medicações escolhidas são normalmente do grupo dos anti-depressivos, Prozac, ou Anafranil.

Infelizmente, por se tratar de transtornos obsessivos compulsivos que induzem os pacientes a comportamentos patológicos tais como pedofilia, zoofilia, necrofilia, coprofilia, etc., dificilmente alguém conseguirá sair sozinho do poço com reza braba, ou qualquer outro truque simplório de auto-ajuda.

A agravar o quadro de vício sexual, está o fato de que dificilmente a compulsão aparece sozinha, numa comprovação trágica de que a desgraça nunca vem desacompanhada:
42% dos pacientes também são dependentes químicos;
38% deles apresentam transtornos alimentares;
28% são trabalhadores compulsivos (Workholics);
26% são gastadores compulsivos;
5% são jogadores compulsivos.
Tais dados exemplificam o quanto é difícil para paciente superar o seu mal sozinho, já que normalmente a compulsão sexual faz parte de um quadro patológico muito maior.


FONTE

sábado, 7 de agosto de 2010

Tratamento da Homossexualidade

Dr. tenho tendência homossexual, nunca namorei nem homem nem mulher, nem transei, tenho atração por homem, quero me livrar dessa atração,e quero ser hetero, isso é possível, favor aguardo sua resposta ansioso... há, e se tiver chance, o senhor tem algum colega que trata disso aqui em recife? Desde já agradeço. Obrigado.

Aguardei até que houvesse um corpo de mensagens a mim destinadas indagando sobre o assunto homossexualidade e homossexualismo a fim de poder reunir as dúvidas dos visitantes deste site e respondê-las em uma única resposta. Isto assim determinei em razão da inevitável extensão da resposta, pois este assunto requer uma resposta em forma de artigo.

MEU POSICIONAMENTO SOBRE O TEMA HOMOSSEXUALIDADE E HOMOSSEXUALISMO: FALA O PSIQUIATRA E FALA O SER HUMANO.

Sinceramente, não sei até que ponto é possível separar meu posicionamento em relação ao tema homossexualidade e homossexualismo considerando minha autoridade como médico especialista em psiquiatria e minha pessoa, meu coração e meus próprios afetos.
Esta introdução é necessária, haja vista a existência de pessoas que são aderentes conscientes do homossexualismo (modo de vida), algumas delas procurando deter toda e qualquer situação que diga respeito ao tratamento da homossexualidade (a atração pelo mesmo sexo). Algumas dessas pessoas se tornaram como que caçadores de cabeças, percorrendo a internet de lado a lado, buscando encaixar artigos dentro do invólucro homofóbico que idealizaram. Esta busca por opositores ao que consideram uma causa pela qual devam lutar, visa tentar enquadrar alguém como preconceituoso e/ou homofóbico e, posteriormente, à semelhança de inquisidores, apontar o dedo e lançar a acusação, tendo por respaldo a legislação brasileira e por motivação interesses os mais diversos.

Pois bem, aqui abertamente, afirmo que em minha própria família existem pessoas portadoras do que passo a chamar de inclinação para a homossexualidade, sendo que nenhuma delas, jamais e em momento algum, me procurou a fim de discutir o assunto ou a existência de tratamento para a homossexualidade. Porém, eu as conheço de longa data, pois são parentes, familiares a quem amo profundamente, por esta razão conheço suas situações, individualmente.

Se eu sou preconceituoso em relação a homossexualidade, ou homofóbico, então, automaticamente, meus familiares terão de estar debaixo do foco do meu preconceito, o que me tornaria uma pessoa em doloroso conflito. Se não sou nem preconceituoso e nem homofóbico, então não há conflito em meu coração. Não há como usar dois pesos e duas medidas em uma situação assim, ou seja, ser preconceituoso em relação aos de fora de minha família e não o ser para com os de dentro da família (fala o ser humano, antes do psiquiatra). Portanto, não podendo, e nem tão pouco desejando, ser dúbio em relação ao meu posicionamento pessoal com relação ao tema homossexualidade e homossexualismo, opto por uma posição firme e inabalável, opto pela opção do amor, pois onde há amor não pode coexistir nenhum sentimento de ódio, rancor ou amargura. O amor pela minha família está acima de tudo, e isto é algo absolutamente inegociável.


A DIFERENÇA ENTRE HOMOSSEXUALIDADE E HOMOSSEXUALISMO

A homossexualidade é a existência da atração sexual por indivíduos do mesmo sexo dentro do território íntimo da sexualidade de uma pessoa. Já o homossexualismo é um modo de vida centrado na homossexualidade, enaltecendo-a e defendendo-a contra oposições a esta escolha. O homossexualismo é um posicionamento particular, individual e consciente, assim como o ateísmo, o materialismo ou o comunismo, para citar apenas três exemplos. O homossexualismo é uma opção, já a homossexualidade, latente ou manifesta, não.

Assim como não existe tratamento médico para o ateísmo, para o materialismo ou o para comunismo, também não há tratamento médico para o homossexualismo. Já em relação ao tratamento para a homossexualidade, deste assunto trataremos logo a seguir.


A HOMOSSEXUALIDADE E A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS - CID

Em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana (APA) decidiu remover a Homossexualidade como transtorno mental de seu DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais). Em 1987 também foi removida do DSM a categoria Homossexualidade Egodistônica. E em 1990 uma resolução também removeu a Homossexualidade como transtorno mental da Classificação Internacional de Doenças (CID), uma publicação da Organização Mundial de Saúde.

Todavia, o que muitos ignoram é que a Classificação Internacional de Doenças (CID) mantém outros diagnósticos perfeitamente aplicáveis a pessoas não satisfeitas com suas condições de inclinação sexual, o que inclui a homossexualidade. Citemos duas delas:

- Orientação sexual egodistônica (F66.1) - Definição: "Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la." (CID 10)

- Transtorno do relacionamento sexual (F66.2) - Definição: "A identidade ou a orientação sexual (hetero, homo ou bissexual) leva a dificuldades no estabelecimento e manutenção de um relacionamento com um parceiro sexual." (CID 10)
Importante notar que a Classificação Internacional de Doenças (CID) não excluiu o Transexualismo de suas categorias diagnósticas no rol dos transtornos da personalidade e do comportamento do adulto.

- Transexualismo (F64.0) - Trata-se de um desejo de viver e ser aceito enquanto pessoa do sexo oposto. Este desejo se acompanha em geral de um sentimento de mal estar ou de inadaptação por referência a seu próprio sexo anatômico e do desejo de submeter-se a uma intervenção cirúrgica ou a um tratamento hormonal a fim de tornar seu corpo tão conforme quanto possível ao sexo desejado. (CID 10)

Outra observação muito importante é a respeito do que seja a Classificação Internacional de Doenças, a CID, e quem é o responsável por sua edição. Trata-se de um valioso instrumento para a codificação de diagnósticos em medicina, baseado no modelo chamado de Diagnóstico Categorial Pragmático, não se constituindo a CID em nenhum tratado sobre Psiquiatria ou Psicopatologia. A CID é editada e publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é a classificação adotada pelo Brasil e por outros países ocidentais, assim como nos EUA é adotado o DSM - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais) editado pela Associação Psiquiátrica Americana.

A Organização Mundial de Saúde OMS é um órgão sujeito à Organização das Nações Unidas (ONU). A OMS não é, nunca foi e jamais poderá ser, a portadora de voz da comunidade científica internacional, até porque a ONU está profundamente contaminada por posicionamentos ideológicos e sutilmente beligerantes visando fazer prevalecer os seus interesses sobre as nações, e esta contaminação se reflete, de modo não ocultável, sobre sua filha, a Organização Mundial de Saúde.

Em 1973, baseados em dados empíricos, juntamente com considerações sobre mudanças de normas sociais e também em consequência do desenvolvimento de uma comunidade politicamente ativista gay nos Estados Unidos, o Conselho de Administração da Associação Psiquiátrica Americana decidiu retirar a homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Alguns psiquiatras que se opuseram a esta ação posteriormente enviaram uma petição solicitando uma votação sobre a questão por membros da Associação. Essa votação foi realizada em 1974, e a decisão do Conselho de Administração foi ratificada. E, como já dito acima, em 1990 uma resolução também removeu a homossexualidade como transtorno mental da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Notemos, pois, que a remoção da homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (o que se estendeu à CID), se deu por votação, evidenciando assim uma atitude completamente desprovida de substrato fundamental científico. Logo, afirmar que a homossexualidade não é uma doença simplesmente porque um grupo de indivíduos votou a favor de sua remoção do DSM não se constitui em uma afirmação científica. Não se submete a votações aquilo o que já está cientificamente demonstrado, e se assim não ocorreu com a homossexualidade, isto é uma evidência de que a retirada da homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) não se baseou em dados científicos comprovados, mas em um conjunto de fatores que incluiu opiniões, posicionamentos ideológicos, políticos, dentre outros interesses. E como já dito, a ratificação da decisão se deu por votação.

Quem em sua sã consciência se atreveria a submeter à votação a retirada da CID de diagnósticos tais como a Hipertensão Arterial, a Doença de Refluxo Gastroesofágico ou a Sinusite Crônica? No máximo, o que se poderia fazer seria mudar o nome destas doenças, mas negar o vastíssimo corpo de estudos e de comprovações científicas diretamente relacionados a estas doenças seria algo virtualmente impossível de ser feito. E isto porque há sólido consenso científico sobre os dados disponíveis sobre a Hipertensão Arterial, a Doença de Refluxo Gastroesofágico e sobre a Sinusite Crônica. O mesmo, todavia, não pode ser dito sobre a homossexualidade, pois não há consenso sobre se esta condição é ou não é uma doença. E se não há consenso sobre este assunto, como afirmar que a homossexualidade não é uma doença?


A HOMOSSEXUALIDADE

A existência da atração sexual por pessoas do mesmo sexo (homossexualidade) está fartamente registrada em documentos históricos, bem como pode ser facilmente vista pela simples observação da realidade a nossa volta. Todavia, pouco se sabe sobre sua origem, como se inicia, e como se implanta e se desenvolve no sistema psico-afetivo das pessoas. Parte desta dificuldade se dá pelo precário conhecimento que se dispõe sobre o funcionamento cerebral e mental, mesmo a despeito de estarmos em pleno século XXI. Porém, até o momento, baseado no que se dispõe sobre a homossexualidade em material científico, podemos dizer que estas informações sugerem, fortemente, tratar-se de uma condição adquirida e não herdada. Uma acurada observação técnica e imparcial da realidade a nossa volta parece poder corroborar esta afirmação.

Muito do que Sigmund Freud afirmava possui hoje valor meramente histórico. Todavia, uma de suas observações sobre a sexualidade humana e a homossexualidade parece interessante de ser notada. “Ele acreditava que todos os seres humanos eram inerentemente bissexuais, e que eles se tornam heterossexuais ou homossexuais, como resultado de suas experiências com os pais e outros” (Freud, 1905). (Gregory M. Herek, Ph.D. Facts About Homosexuality and Mental Health)

Não há como se saber com precisão exata o que Freud estava procurando dizer com suas afirmações sobre a homossexualidade, e isto porque estas referidas afirmações eram apenas parte de suas observações sobre o comportamento humano. O trabalho de Sigmund Freud era voltado, principalmente, para o desenvolvimento de sua teoria psicanalítica, e suas observações sobre a homossexualidade eram muito limitadas e seus escritos sobre o tema possuem material insuficiente a fim que se possa utilizá-los como referenciais bem construídos sobre a homossexualidade. Outro dado importante é o fato de que Freud não tinha a menor idéia de como viria a ser a visão da Psicologia, da Psiquiatria e da Psicopatologia sobre a homossexualidade em nossos dias (Sigmund Freud morreu em 1939).

Tomando algumas de suas afirmações sobre a homossexualidade como gancho, poderíamos dizer que, hoje, muito do que se dispõe em matéria de estudos sobre a homossexualidade parece sugerir não que os seres humanos sejam inerentemente bissexuais, mas sim que existe um potencial latente em todos os seres humanos a fim de que se tornem heterossexuais ou homossexuais, como resultado de suas experiências com os pais e outros.

A simples afirmação sobre a existência de indivíduos estritamente bissexuais não tem como ser cientificamente demonstrada. Há indivíduos genuinamente heterossexuais e indivíduos genuinamente homossexuais que mantém relações sexuais com ambos os sexos. Porém não há como demonstrar cientificamente a existência de uma condição que possa ser chamada de bissexualidade genuína ou estrita. O atual crescimento exponencial das atividades sexuais ligadas à prostituição (hetero ou homossexual) acrescenta grande dificuldade a este tema.

Todavia, com a crescente aceitação da homossexualidade e do homossexualismo por parte de diversos segmentos da sociedade, e também pela atuação de grupos interessados em que não haja desenvolvimentos nos conhecimentos da Psiquiatria e da Psicologia sobre o assunto homossexualidade, a tendência é que estes estudos diminuam, e não o contrário. Também, a existência de leis que busquem, ainda que indiretamente, deter a abordagem científica da homossexualidade, já é, por si só, um fato desencorajador da busca por tais conhecimentos.


INTERESSES OUTROS

Não é possível ignorar os poderosos interesses de diversos segmentos ligados à chamada indústria gay, a qual possui poder de ingerência em diversos segmentos da sociedade, incluindo a mídia formadora de opinião, mundo das artes, dentre outros. São os interesses operando nos bastidores a fim de manter a propulsão do chamado mundo gay (homossexualismo). Determinados segmentos do show business, da indústria cinematográfica, do mundo da moda, entretenimentos, literatura, a indústria pornográfica homossexual, turismo gay, políticos cujos discursos visam angariar votos de homossexuais, dentre outros.

"Não há nenhum negócio como o negócio da pornografia. A pornografia é um grande negócio com 10 a 14 bilhões de dólares em vendas anuais. (Frank Rich/Forbes)

“A NGLCC advoga negócios e ligações diretas entre gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT), donos de empresas, corporações e governo, que representam os interesses de mais de 1,4 milhões de empresas e empresários LGBT. A NGLCC está empenhada em formar uma ampla coalizão de negócios e empresas em harmonia com o mercado LGBT, profissionais liberais e grandes empresas com a finalidade de promover o crescimento econômico e a prosperidade dos nossos membros.” (America’s GLBT Chamber of Commerce - Câmara de Comércio LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

“A comercialização de material pornográfico homoerótico, sobretudo de vídeos Gay (vendas e aluguéis) representa um segmento desproporcionalmente grande da indústria pornográfica global, representando cerca de 10 a 12 bilhões de dólares. Isto significa até um terço ou mesmo metade dos lucros da indústria pornográfica global, segundo estimativas, escreve Joe A. Thomas, em "Gay Male Vídeo Pornography: Past, Present, and Future” (Pornografia e Vídeos Gay Masculinos: Passado, Presente e Futuro). Citado por Iva Skoch — Special to GlobalPost Published: March 24, 2010 06:39 ET in Commerce.
"Trabalhamos juntos com o Governo e outros para desenvolver o mercado gay e incentivar a abertura de novos negócios cujos proprietários sejam gays" Gay Business Association - UK (Associação de Negócios Gay da Inglaterra)


O HOMOSSEXUALISMO E O “MUNDO GAY”

A existência da condição sexual da homossexualidade pode ou não estar relacionada ao homossexualismo. Há indivíduos que são genuinamente homossexuais, porém não admitem esta condição e rejeitam o homossexualismo. Diversos deles apresentam características psicopatológicas que se relacionam ao diagnóstico F66.1 da Classificação internacional de doenças.

- Orientação sexual egodistônica (F66.1) - Definição: "Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la." (CID 10)

A estrutura social do mundo se encontra organizada de modo a propiciar a existência de múltiplos grupos sociais que se reúnem em torno de interesses específicos e comuns ao grupo onde a “atmosfera” ou ambiente psicológico externo se encontra centrado no objeto motivador e propulsor do grupo. Os exemplos são muitos, mas citemos o mundo das apostas, onde praticamente tudo gira em torno de jogos, dinheiro, cassinos, loterias, corridas de cavalo, bingos, dívidas e empréstimos.

Muitos dos que vivem nesse mundo das apostas se encontram de tal modo envolvidos e comprometidos com esse ambiente que já se tornaram escravizados a ele. Muitos são jogadores compulsivos, e alguns já se encontram de certo modo alienados da percepção da realidade externa a este ambiente.

Jogo Patológico, definição: “Jogo patológico pode ser definido pela persistência e recorrência do comportamento de apostar em jogos de azar, apesar de prejuízos em diversas áreas da vida decorrentes dessa atividade. A investigação sobre a atividade de jogar pode detectar precocemente esse transtorno. Jogadores patológicos devem ser encorajados a procurar ajuda e tratamento adequado. É alto o índice de comorbidade psiquiátrica. O Jogo patológico vem freqüentemente associado a outros transtornos psiquiátricos, sendo os mais comuns o transtorno de humor, de ansiedade, dependência de álcool e outras drogas. Dessa forma, a consulta com um médico psiquiatra é muito útil para esclarecer o diagnóstico e empregar medicação apropriada.(Jogo patológico: caracterização e tratamento/Unifesp)

Há indivíduos que possuem verdadeira repulsa por este tipo de ambiente e dele passam longe, ao passo que outros já fazem parte dele. Algumas dessas pessoas, ao perceberem os prejuízos decorrentes da convivência com o mundo das apostas, simplesmente dele se afastam, pois já aprenderam a reconhecer o poder de sedução existente na atmosfera psicológica externa existente nesses ambientes. Outros já se tornaram jogadores compulsivos e alguns deles buscam tratamento psiquiátrico ou psicológico a fim de se verem curados desta doença.

Nas duas últimas situações acima, a frequência a estes ambientes só enfraquecerá a decisão que tomaram de se afastarem desse tipo de ambiente, pois não é difícil sucumbir às tentações de apostar em jogos de azar. Por outro lado, quanto mais distante se mantiverem desses ambientes, a recorrência do vício das apostas vai se tornando, dia a dia, mais improvável de ocorrer.

O autor da pergunta selecionada para encabeçar este artigo afirma que possui tendência homossexual e atração por homens (homossexualidade), porém diz que nunca teve relações sexuais e que deseja se livrar desta atração. Sendo assim, sua questão não diz respeito ao homossexualismo (opção pelo estilo e modo de vida homossexuais), mas sim a uma condição chamada de homossexualidade latente. Todavia, se esta pessoa passar a frequentar o chamado “mundo gay”, a atmosfera psicológica externa desses ambientes poderá influenciá-lo a externalizar sua homossexualidade latente, passando sua condição a ser chamada de homossexualidade manifesta.

Caso isto ocorra (o que parece pouco provável pelo conteúdo de sua mensagem em se tratando de um indivíduo já com 29 anos de idade), ele terá duas opções: abraçar o homossexualismo ou optar por rejeitá-lo. Caso isto não venha a ocorrer, ou seja, em não havendo contato com o mundo gay e com seu ambiente psicológico externo, a questão ficará restrita ao assunto da homossexualidade. E isto agora nos remonta à questão do tratamento da homossexualidade.


TRATAMENTO DA HOMOSSEXUALIDADE

Se a homossexualidade possui ou não um componente hereditário, isto ninguém sabe ao certo. Porém, como já dito, muitos estudos bem conduzidos sugerem, fortemente, ser a condição homossexual uma condição adquirida.

Digamos, portanto, que um indivíduo, à semelhança do autor da mensagem que encabeça este artigo, nos procure em nosso consultório dizendo o seguinte: Doutor, tenho atração por pessoas do mesmo sexo, frequento ambientes gay, consumo material pornográfico homossexual e tenho bebido muito. Isto tudo me está fazendo sofrer, pois estou em conflitos e decidi procurar ajuda. Quero me livrar da homossexualidade e do alcoolismo.

Pois bem. Digamos que após a entrevista psiquiátrica e após a realização do exame do estado mental, cheguemos aos seguintes diagnósticos: Orientação sexual egodistônica (F66.1) e Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de álcool - uso nocivo para a saúde (F10.1). Também chegamos à conclusão de que o uso de álcool não está relacionado a Orientação Sexual Egodistônica. Opção de tratamento escolhida: Terapia combinada: Psicoterapia e Psicofarmacoterapia.

O primeiro passo a ser dado nesta situação específica seria iniciar o tratamento do Etilismo. Nesta situação, optamos por determinado medicamento comprovadamente útil no tratamento do Etilismo, prescrevemos a medicação e orientamos o paciente sobre como tomá-la. Também orientamos o paciente a se afastar de ambientes onde o consumo de álcool seja frequente. Não nos parece uma atitude nada inteligente frequentar bares quando se está em tratamento para o Etilismo.

O segundo passo a ser dado seria avaliar, qualificar e quantificar os valores do paciente no que diz respeito à sua homossexualidade. Em outras palavras, precisamos saber o que o paciente busca na esfera sexual e afetiva. Busca somente prazer sexual? Busca um relacionamento homossexual afetuoso? O que busca em ambientes gay? O que o motiva a consumir material pornográfico? Dentre outras questões. Tudo deve ser feito de modo claro, explicando ao paciente cada passo do tratamento e sempre obtendo sua concordância para o seguimento do mesmo, pois os tratamentos se constituem em uma parceria entre o médico e o paciente, o que se costuma chamar de relação médico-paciente.

Não são poucas as pessoas que consideram as relações homossexuais algo absolutamente repulsivo. Nunca se relacionaram sexualmente com pessoas do mesmo sexo, não possuem nenhuma curiosidade a respeito, não se envolveriam em uma relação homossexual nem por todo o dinheiro do mundo e nem por motivo algum, nunca jamais frequentaram ambientes gay, não são homofóbicos e nem preconceituosos e nem sequer este assunto lhes interessa e ponto final. Chamemos a este grupo de indivíduos de Grupo A.

Por outro lado, há indivíduos homossexuais, frequentadores assíduos dos ambientes do mundo gay, consumidores ávidos de material pornográfico homossexual, entusiastas do modo de vida homossexual (homossexualismo) e que estão, ou não, à procura de um relacionamento gay estável, ao mesmo tempo que se sentem livres para ter relações homossexuais com quantos parceiros desejarem. Para muitas dessas pessoas, encontrar um parceiro com um corpo escultural, que lhes seja carinhoso e que as aceite em um relacionamento homossexual estável, seria como encontrar uma espécie tesouro ou a realização de um sonho (ou de uma fantasia). Chamemos a este grupo de Grupo B, não deixando de fazer a observação de que este grupo de pessoas não representa a totalidade dos homossexuais.

Ora, o que aos olhos das pessoas do Grupo B seria como uma espécie de tesouro, já para os do Grupo A isto não significa coisa alguma, pois são heterossexuais genuínos e imunes às influências e tentações do mundo gay.

Nosso paciente precisa entender que os "tesouros" e os ganhos do mundo gay (muito apreciados pelos indivíduos do Grupo B) não são tesouros de valor intrínseco, mas sim de valor subjetivo atribuído e não infrequentemente percebidos somente após o condicionamento mental de um comportamento adquirido.

Explicando de outro modo, tomemos por exemplo o ouro e as obras de arte do famoso pintor norte-americano Andy Warhol (1928-1987), cujo quadro Green Car Crash foi vendido em um leilão, em 2007, pelo valor de 71,7 milhões de dólares.

Para muitas pessoas, as obras de Andy Warhol são horrorosas e consideram um absurdo, algo como loucura, alguém pagar 71,7 milhões de dólares pelo quadro Green Car Crash. Já outras pessoas pagariam até mais dinheiro para poder obtê-lo.

Já o ouro não possui valor atribuído, mas valor intrínseco. Seu valor intrínseco não depende de opiniões, de estudos ou de movimentos de mercado. Possui valor universal, e tem sido assim há 6.000 anos. 71,7 milhões de dólares são suficientes para comprar, hoje, quase 2.000 quilos de ouro puro. E não é difícil de acreditar que a vasta maioria esmagadora das pessoas preferiria o ouro ao tal quadro de Andy Warhol, e isto porque apenas uma minoria delas perceberia o valor atribuído ao quadro, o que só poderia se dar por influência psicológica externa (nesse caso, proveniente do mercado de obras de arte). O valor do ouro é intrínseco e absoluto, enquanto o valor do quadro Green Car Crash de Andy Warhol é valor atribuído e relativo. E dificilmente o comprador do Green Car Crash deixou de passar por algum processo de influência psicológica externa a fim de optar por adquirir um quadro desses e pagando um valor tão alto por ele. Como dito acima, muitas pessoas não pagariam absolutamente nada por esse quadro, não lhes interessa essa aquisição, não vêem beleza alguma no tal quadro, pelo contrário. O tal quadro, portanto, só possui valor em ambientes onde o ambiente psicológico externo o percebe como sendo valioso. E o ambiente do mercado das obras de arte possui poder a fim de agregar outros a si. Por isso surgiu um comprador.

Se nosso paciente permanecer frequentando ambientes gay, inevitavelmente estará sujeito às influências psicológicas externas características destes ambientes, e isto somente tenderá a fomentar sua homossexualidade e dificultar a liberação de sua visão pessoal de valores e ganhos, pois estará convivendo com pessoas cuja visão pessoal de valores e ganhos está focada no que se encontra inserido no universo do homossexualismo, e não fora dele.

Desta forma, não é adequado ao nosso paciente, o qual deseja se ver livre do etilismo e da homossexualidade, frequentar nem bares e nem ambientes do mundo gay, o que inclui os ambientes virtuais dos sites pornográficos homossexuais.
Uma vez enfraquecidos seus impulsos homossexuais e reorganizada de modo racional sua visão do que sejam valores e ganhos pessoais no que diz respeito a valores reais e a valores atribuídos e adquiridos por condicionamento psicológico, o que fazer com sua sexualidade? Isto nos remonta ao próximo passo do tratamento de sua condição, a Orientação sexual egodistônica (F66.1).

Citemos o autor da mensagem: quero ser hetero, isso é possível?

Por diversas vezes indaguei de pessoas que se auto categorizavam como sendo bissexuais o seguinte: "Você diz que é bissexual, mas do que você mais gosta de fato? De homens ou de mulheres?" Nunca ouvi por parte de nenhuma destas pessoas a seguinte resposta: Gosto dos dois de modo igual. O que sempre ouço é o seguinte: Prefiro homens, ou, prefiro mulheres.

Ora, se é possível a indivíduos genuinamente heterossexuais manterem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, e se pessoas genuinamente homossexuais podem manter relações sexuais com indivíduos do sexo oposto, isto aponta para o fato de que é possível a uma pessoa que deseje se ver livre da homossexualidade por ser portadora de Orientação sexual egodistônica alterar seu comportamento sexual. Relembremos a definição desta condição dada pela Classificação Internacional de Doenças.

- Orientação sexual egodistônica (F66.1) - Definição: "Não existe dúvida quanto a identidade ou a preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere) mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e pode buscar tratamento para alterá-la." (CID 10)

Porém, existem dois problemas relacionados a esta questão, problemas de difícil abordagem: O condicionamento sexual e a afetividade.

Se observarmos a natureza, veremos que os animais copulam naturalmente sem que ser humano algum os tenha ensinado a preferirem o sexo oposto. Os animais copulam por instinto, onde agem fatores tais como idade, hormônios e ambiente. Todavia, não se pode dizer que um rato ou um cão possuam sexualidade, pois não possuem entendimento. Logo, não existem valores subjetivos agregados aos atos de cópula entre os ratos ou entre os cães. Já no caso dos seres humanos, estes valores estão sempre presentes e incluem afetividade, sentimentos de dominação, conquista, vaidade, idealizações, dentre outros. E são estes os principais motivadores e propulsores das relações entre as pessoas, diferentemente do que ocorre com os animais.

Sendo assim, o problema primário das orientações sexuais egodistônicas não se encontra no ato mecânico da relação sexual, mas sim na mente e na personalidade do indivíduo, e o que pode parecer um tanto óbvio à primeira vista, deixa de ser óbvio quando passamos a considerar o fato de que o que se passa no território mental pode não estar sendo percebido ou entendido pela própria pessoa. Dependendo do que se passa na mente de uma pessoa, isto se refletirá sobre o ato mecânico da relação sexual, de onde procedem os prazeres físicos e que são percebidos pelo aparelho sensorial humano. O problema, portanto, é o momento quando determinados pensamentos e emoções se associam ao prazer físico de modo repetitivo, e o desejo sexual só passar a ocorrer se esses mesmos pensamentos e emoções forem trazidos à tona (condicionamento mental). Por isso as pessoas estão sujeitas a condicionamentos mentais ligados à sua sexualidade que podem, ou não, estar em harmonia com o seu eu (self). E quando não estão, o sofrimento e a tristeza são inevitáveis, ainda que possam estar sexualmente (o ato sexual mecânico) satisfeitas (fisicamente).

Existem pessoas que desejando alterar sua condição de preferência sexual (aqui neste caso, a homossexualidade), passam a ter relações sexuais onde sua atração sexual não é a preferida (homossexualidade). Algumas delas desenvolvem fortes afetos para com seu novo (ou sua nova) parceiro e alguns até mesmo se casam, retrocedendo sua homossexualidade ao modo de latência.

Seria isto uma autêntica reversão de comportamento sexual? De comportamento sexual, sim, mas não poderíamos chamar a isto de uma autêntica reversão de preferência sexual. Se não houver uma mudança no território mental onde se encontram os valores que estão associados ao prazer sexual físico, então a orientação sexual egodistônica poderá despertar a qualquer momento, bastando que os valores a ela associados sejam incitados a se manifestar.

Pelo que tenho observado em minha experiência profissional, pelo que tenho lido, estudado e discutido com outras pessoas (especialistas ou não), o condicionamento sexual (heterossexual ou homossexual, e que em muitos casos, senão na maioria deles, se inicia na adolescência) pode ser mudado de condicionamento homossexual a condicionamento heterossexual, embora este mesmo condicionamento sexual pareça possuir fortes aspectos de irreversibilidade parcial em alguns casos, e isto parece estar relacionado ao tempo em que estes comportamentos condicionados estiveram ativos na vida do indivíduo. Salientando aqui que isto não se constitui em nenhuma regra imutável. Portanto, quanto mais cedo ocorrer o tratamento, maiores as probabilidades de sucesso.

A conclusão disto é que para algumas pessoas é possível alterar sua condição sexual completamente, para outras isto é possível de modo parcial, e já para outras isto é algo praticamente impossível, mesmo que os três grupos aqui citados desejem, os três, a alteração de sua orientação sexual egodistônica. Todavia, à própria pessoa interessada não convém se autoavaliar no sentido de se autodiagnosticar. Isto deve ficar a cargo do especialista.

"Psicoterapeutas ao redor do mundo que tratam homossexuais reportam que um significante número de seus clientes experimentaram cura substancial. A mudança veio através de terapia psicológica, espiritualidade, e do suporte de grupos de ex-gays. Seja em uma vida matrimonial ou celibatária compromissada, muitos informam que seus sentimentos homossexuais diminuíram grandemente, os quais não os perturbam mais como no passado. As chaves para a mudança são vontade, persistência, e o desejo de investigar os conflitos conscientes e inconscientes dos quais a condição se originou. A mudança vem lentamente, normalmente em vários anos. Os clientes aprendem a lidar com suas necessidades e carências relacionadas ao mesmo sexo e à afirmação, sem erotizar a relação. Quando crescem em seu potencial heterossexual, homens e mulheres tipicamente experimentam uma maior e mais profunda percepção de si mesmos como sendo machos ou fêmeas. Se alguns homossexuais não desejam a mudança, isto é a escolha deles, ainda que seja profundamente triste que ativistas dos direitos gays lutem contra o direito ao tratamento de outros homossexuais que anseiam pela libertação de suas atrações." (National Association for Research & Theraphy of Homosexuality; The Three Myths About Homosexuality).

FONTE:
http://medico-psiquiatra.com/principal/homossexualidade.htm

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

“Homossexualidade: Guia de orientação aos pais para a formação da criança”


Jacob, um paciente de 25 anos, estivera em tratamento durante alguns meses por causa de sua depressão em razão de sua indesejada homossexualidade. Um dia – impulsionado por sentimentos tanto de tristeza como de raiva – ele confrontou sua mãe:

Eu falei para ela: “Mãe, você me viu brincando com as bonecas Barbie. Você permitiu que eu usasse maquiagem e arrumasse o cabelo na frente do espelho durante horas. Meus irmãos nunca faziam nada disso. Por que você não me fez parar? O que você achava daquilo?” Eu não duvido que mamãe desejava o melhor para mim. Mas ela não teve nada a dizer. Ela só ficou sentada ali e olhou para mim, atordoada e com lágrimas.

Por muitos anos, trabalho com homens homossexuais que estão profundamente insatisfeitos com a atração que sentem pelo mesmo sexo. A vida de gay não dava certo para eles, e eles todos suspeitavam, de alguma forma, que eventos nos primórdios de sua vida lançaram a base para os sentimentos homossexuais. Este livro decorre diretamente daquilo que aprendi nas minhas duas décadas de trabalho com esses homens, à medida que tentavam captar e compreender as causas de sua atração pelo mesmo sexo a fim de alcançar uma progressiva liberdade. Vez após vez, esses homens me ensinaram o que é que faltava em sua infância.

As histórias de vida que eu escuto todos os dias, contadas por homens como Jacob que lutam para se curar da homossexualidade, tipicamente incluem lembranças dolorosas de confusão de gênero. O fato é que há uma alta correlação entre não-conformidade de gênero na infância e o adulto homossexual. A maioria dos homens que aconselho não eram tão femininos na infância como Jacob – não brincaram com bonecas nem se vestiam como meninas. Mas, assim mesmo, houve sinais reveladores de conflito e de dúvida sobre identificação de gênero; particularmente, tinham um medo perturbador de que eles, de alguma forma, não se encaixavam bem com os outros garotos.

E, mesmo assim, muitas vezes, seus pais – a vasta maioria desses pais amavam muito seus filhos e buscavam o melhor para eles – não viam os primeiros sinais de alerta e esperaram tempo demais para procurar auxílio para os filhos. Uma razão disso é que o profissional especializado, psicólogos, psiquiatras e outros, não lhes diz a verdade sobre a confusão de gênero de seus filhos. Os pais não têm nenhuma idéia do que fazer a respeito disso, se é que existe o que fazer.


PERPETUAR ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO?

Não podemos concordar com as pessoas – muitas delas profissionais especializados, psicólogos, psiquiatras e outros – que dizem que cada um de nós pode “ser qualquer coisa que queremos ser”, em termos de identidade de gênero ou orientação sexual. Falam como se ser gay ou lésbica não tivesse as mais profundas conseqüências para nós, como indivíduos, para nossa cultura e para a raça humana.

Falam como se nossa anatomia não fosse de forma alguma nosso destino. Deixam implícito que quando ajudamos nossos filhos a desenvolver de forma mais completa sua masculinidade ou feminilidade, de acordo com seu destino criado, estamos meramente perpetuando estereótipos ultrapassados de gênero!

Mas a raça humana foi planejada para dois gêneros: macho e fêmea; não há nenhum terceiro gênero. Além disso, a civilização já nos mostrou que a família humana natural (pai, mãe e filhos), com todos seus defeitos, é o melhor meioambiente possível para a nutrição de gerações futuras. Será que realmente entendemos isso de forma totalmente errada durante tantas centenas de séculos? Jogaremos de lado toda a história, em favor do mais recente show de TV sobre as glórias do gênero alterado?

Como diz um eminente psicanalista, dr. Charles Socarides, “Em nenhum lugar os pais dizem: ‘Não faz diferença para mim se meu filho é homossexual ou heterossexual’”. Dada uma escolha, a maioria dos pais preferiria que seus filhos não se achassem envolvidos com comportamento homossexual.

Em rodas de intelectuais, é elegante crer que nós, os seres humanos, não temos nenhuma “natureza humana” inata e que a essência de ser humano é a liberdade de redefinir-nos como desejarmos. Mas que bem essa liberdade pode nos trazer, se for usada para desafiar quem somos?

Algumas coisas, argumentaríamos, não são passíveis de redefinição. Se, de fato, a normalidade é “aquilo que funciona de acordo com seu projeto” – e nós cremos que isso é verdade –, então a natureza nos chama para cumprirmos nosso destino, como homem ou como mulher.

Neste livro, utilizaremos os seguintes termos de forma equivalente: pré-homossexual, conflito de gênero, confusão de gênero e alteração de gênero. Todas essas condições têm o potencial de resultar em homossexualismo. Distúrbio de Identidade de Gênero (DIG) refere-se a uma condição psiquiátrica que é um exemplo extremo desse problema de conflito interno de gênero. Em DIG, a criança (menino ou menina) é infeliz com seu sexo biológico. Muitas das crianças que descrevemos – no decurso de seu desenvolvimento em direção à homossexualidade – não chegaram a apresentar os critérios precisos para um diagnóstico clínico de DIG, mas, ainda assim, os sinais de aviso de conflito de gênero e de homossexualidade estavam presentes.

Em desacordo com o profissional especializado, psicólogos, psiquiatras e outros Hoje a mídia, de modo geral, transmite a mensagem de que homens devem ser encorajados a descobrir sua identidade homossexual ou bissexual. “A diversidade sexual não é maravilhosa?”, perguntam. Certo número de produtores de TV e de filmes de cinema (alguns dos quais são gays) tentam persuadir-nos com histórias idealizadas sobre o revelar sua identidade homossexual, ou o “sair do armário”, como dizem. Cremos que seus esforços são tentativas mal-orientadas de incentivar a situação real, mas desafortunada, na qual um grande número de nossos jovens se encontra.

É claro que, ao tomar esse ponto de vista, eu (Joseph) estou muitas vezes em desacordo com membros de minha própria profissão. Aqueles que se opõem a mim dizem que a decisão de 1973 da Associação Americana de Psiquiatria de tirar a homossexualidade do Diagnostic and Statistical Manual [Manual de diagnóstico e estatística] (DSM) já resolve a questão: a homossexualidade é normal. Mas aquela decisão de 1973 foi tomada (como, até mesmo, alguns ativistas gays observam) sob a pressão política incisiva de ativistas gays.

A remoção da homossexualidade do [manual] DSM teve o efeito de desencorajar o tratamento e a pesquisa. Quando passou a ser “do conhecimento geral” que a homossexualidade “não era um problema”, clínicos foram desencorajados — e em muitos casos — proibidos — de expressar opiniões contrárias ou de apresentar trabalhos em reuniões profissionais. Logo, as publicações científicas, em sua grande maioria, silenciaram-se sobre a homossexualidade como expressão de um problema de desenvolvimento.

De fato, no momento do preparo desta obra, a Associação Americana de Psiquiatria recusa-se a cooperar de todas as maneiras com a [Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade] (NARTH), porque eles discordam com o ponto de vista da NARTH, ou seja, de que a condição é uma desordem de desenvolvimento. E mais, acreditam que uma posição científica desta sorte “contribui ao clima de preconceito e discriminação a que gays, lésbicas e bissexuais estão sujeitos. Com efeito, a Associação Americana de Psiquiatria procura adiar o debate sobre o assunto.

Esse silêncio entre pesquisadores não foi causado por novas evidências científicas que demonstrassem que a homossexualidade é uma variante saudável da sexualidade humana. Ao contrário, tornou-se elegante simplesmente não discutir mais a condição como um problema. A homossexualidade foi relatada e discutida
da mesma maneira como se relata o noticiário da noite – como algo que “é assim”, como o clima do dia seguinte.

Ronald Bayer, um pesquisador da Hastings Center for Ethics [Centro Hastings de Ética] em Nova York, resumiu todo o processo. Ele declarou: “A Associação Americana de Psiquiatria caíra vítima da desordem de uma era tumultuada, quando elementos de rompimento ameaçavam politizar todo aspecto da vida social americana. Um furioso igualitarismo [...] compelia psiquiatras peritos a negociar a condição de patologia da homossexualidade com os próprios homossexuais.”

O resultado — a retirada da homossexualidade do manual de desordens — aconteceu não por intermédio de um processo racional de arrazoamento científico, “mas, em vez disso, foi uma ação exigida pelo teor ideológico dos tempos”.


PREVENÇÃO: UMA NECESSIDADE CRESCENTE

Antes que a decisão da Associação Americana de Psiquiatria de 1973 fosse tomada, a prática aceita era tentar evitar a homossexualidade. A condição era considerada uma desordem, e o desenvolvimento da identidade sexual alterada deveria ser evitado sempre que possível. Hoje, cremos que já é hora dessa idéia de prevenção ser revista. É com esse propósito que escrevemos este livro.

Poucos livros, antes deste, foram escritos para os pais, a não ser o clássico Growing Up Straight [Heterossexual desde a infância], de Peter e Barbara Wyden. Depois que a homossexualidade foi retirada do manual de diagnóstico, o único livro escrito por um clínico sobre a prevenção foi o livro do dr. George Rekers, Growing Up Straight: What Every Family Should Know About Homosexuality [Heterossexual desde a infância: o que toda família deve saber sobre homossexualidade] (Chicago: Moody Press, 1982), que oferece, para conselheiros pastorais experientes, idéias de sabedoria prática fundamentadas na ciência.

Agora esperamos que Homossexualidade: um guia de orientação aos pais para a formação da criança continue a responder à necessidade crescente. A maioria dos pais de crianças pré-homossexuais que vêm a nós em busca de ajuda são pessoas de fé religiosa — católicos, protestantes, mórmons, judeus —, mas alguns, também, são secularistas que intuitivamente sentem que a humanidade é projetada para ser heterossexual. Nós podemos sentir empatia com a preocupação desses pais, porque compartilhamos sua visão de mundo.

Contudo alguns ativistas gay (a maioria dentro de círculos acadêmicos), certamente, condenar-nos-ão por assumirmos essa posição. Quem somos nós para levantar a questão sobre a identidade sexual de alguém, para ajudar uma criança a evitá-la ou um adulto homossexual a mudá-la? Mas assumimos nossa posição com a história e com a maioria da população que acha sexo do mesmo gênero algo que fere, que traz prejuízo as pessoas. Aqui incluímos os testemunhos de muitos clientes para ilustrar os capítulos deste livro. Naturalmente, nomes, lugares e quaisquer detalhes identificadores foram mudados para proteger a privacidade deles. Mas esteja certo de que as histórias são verídicas.

O enfoque deste livro, o papel dos pais, não tem a intenção de culpar, mas sim de educar. Nenhum dos pais com quem trabalhei desejava influenciar seu filho a ponto de lançar a base para a homossexualidade futura — nem mesmo de deixar de intervir quando a intervenção fosse necessária. Mas, a despeito da melhor das intenções, muitos ficaram presos em hábitos de família que foram prejudiciais. E, na verdade, muitos estavam tristemente mal-informados, crendo que nada podia ser feito para influenciar o desenvolvimento da identidade sexual de uma criança. As razões para essa vergonhosa falta de informação correta dos profissionais especializados, psicólogos, psiquiatras e outros, são discutidas no capítulo oito, “As políticas de tratamento”.

É com muita gratidão que vemos que os pais, assim que recebem um aconselhamento apropriado, rapidamente fazem mudanças e passam com entusiasmo a ajudar seus filhos a desenvolver uma identidade de gênero sadia. Um pai reconheceu que em seu “íntimo” sabia que algo estava errado e, realmente, sentiu o que devia fazer, mas só ouviu avisos de professores e conselheiros para não “traumatizar seu filho”, a fim de aceitá-lo “como ele é”. Mas quando os pais consultam um psicoterapeuta que confirma e valida seu desejo de heterossexualidade em seu filho, e que oferece direcionamento específico para aquilo que eles sabem intuitivamente que devem fazer em resposta a confusão de gênero do menino, há a esperança de uma saída heterossexual. Uma vez que encontraram apoio profissional para sua intuição de progenitores, essas mães e esses pais captam imediatamente o plano de tratamento de seu terapeuta. Estão mais do que dispostos a começar a aplicar as estratégias positivas e afirmadoras que foram esquematizadas para eles. Este livro contém muitas dessas mesmas estratégias de intervenção.

Dr. George Rekers, um perito em desordens sexuais, conhecido em toda a nação, escreve que a “não-conformidade de gênero na infância pode ser o único fator observável mais comum associado com homossexualidade”. E há considerável evidência, afirma ele, de que a criança que tem problema de identidade de gênero pode resolver a dificuldade – com ou sem intervenção psiquiátrica. Rekers relata: “Em um bom número de casos, [...] a desordem de identidade de gênero se resolve completamente”.

Embora fatores biológicos tenham, sim, um efeito de predisposição em algumas crianças, dr. Rekers crê que a mudança é possível porque a família e as influências sociais parecem ser um fator fundamental e poderoso no desenvolvimento da homossexualidade. Ele observa: “A maioria dos pais espera por heterossexualidade para seus filhos, e o terapeuta não deve dirigir o curso do tratamento para operar contra os valores dos pais”.

E mais, dr. Rekers crê que quando o terapeuta trabalha com um adolescente, ele deve esclarecer alguns pontos importantes:
· Há riscos de saúde, que ameaçam a vida, ligados ao estilo de vida gay.
· Um ajustamento ao estilo de vida gay é difícil e socialmente controverso.
· Atividade sexual prematura é psicologicamente arriscada.
· O cliente será muito mais capaz de fazer escolhas sábias na vida adulta sobre sua sexualidade.

O maior volume de pesquisa sobre identidade de gênero foi feito com meninos e com rapazes. Homossexualidade masculina é, de fato, minha especialidade clínica; portanto, a maior parte do aconselhamento neste livro é sobre meninos. Esperamos que outro escritor leve nosso trabalho adiante para investigar mais completamente o lesbianismo e sua prevenção.

Talvez você esteja preocupado com o desenvolvimento sexual de seu filho ou de sua filha. Talvez seu filho ou sua filha diga coisas como: “Devo ser gay”, ou: “Sou bissexual”. Você encontrou algum material pornográfico com pessoas do mesmo sexo no quarto dele. Achou, na agenda ou diário da filha, escritos íntimos sobre outra menina. A mensagem mais importante que podemos oferecer é que não existe uma “criança gay” ou um “adolescente gay”. Somos todos projetados para sermos heterossexuais. Confusão de gênero é, antes de tudo, uma condição psicológica e, até certo ponto, pode ser modificada. Achamos que você considerará as informações nas páginas que se seguem animadoras e afirmadoras. Ao ler essas histórias, talvez você veja algo de seu filho ou de sua filha e seja motivado(a) a afirmar mais fortemente o desenvolvimento sadio, apropriado ao desenvolvimento do sexo daquela criança.

Para terminar, desejamos reiterar que temos fortes diferenças filosóficas com a Associação de Psicologia Americana (APA) da qual sou membro. Eles, em anos recentes, optaram por uma posição unilateral afirmadora do gay, ao apoiar uma filosofia política que promove ativamente o casamento gay, a adoção de filhos por gays e a normalização do homossexualismo e, ao mesmo tempo, ao estigmatizar valores tradicionais, corroendo o modelo da família nuclear. As posições da Associação Americana de Psiquiatria não são puramente científicas. Visto que nenhuma delas é matéria estritamente científica, elas representam as opiniões político-filosóficas da Associação Americana de Psiquiatria e de seus valores de liberalismo sexual.

O controle político da Associação Americana de Psiquiatria em relação ao livre fluxo das idéias, de fato, tornou-se tão opressivo em anos recentes que nós não deveríamos mais chamá-la de um grupo científico, mas de uma corporação comercial profissional, cujo alvo é avançar uma agenda política liberal dentro de nossa sociedade. O fato é que, em um raro artigo de censura publicado em um importante revista profissional, um psicólogo, crítico e corajoso, acusou que a falta de respeito da Associação Americana de Psiquiatria pela diversidade de pontos de vista realmente “faz com que a pesquisa passe a ser tendenciosa em relação às questões sociais, prejudica a credibilidade da psicologia com os formadores de opinião e o público, impede de servir a clientes conservadores, resulta em discriminação real contra estudantes e estudiosos conservadores e tem um efeito de perpetuar a educação liberal”.

Ao escrever este livro, fizemos todo esforço para representar os dados científicos de uma maneira justa e exata. Não desejamos deixar implícito que o modelo de pré-homossexualidade descrito aqui é o único caminho à homossexualidade. No entanto, cremos que esse modelo é o mais comum. Nem desejamos sugerir que há uma resposta simples que seja capaz de evitar o desenvolvimento homossexual. O que você, como um dos pais, pode fazer é fornecer, na medida do possível, o meio-ambiente ideal.

Se você concordar conosco que a normalidade é “aquela que funciona de acordo com seu projeto”, e que a natureza nos chama para cumprir nosso destino de gênero, como macho e fêmea, então convidamos você para seguir em frente em sua leitura. Como pais que somos, nosso alvo é lhe oferecer esperança, suporte,
instrução e encorajamento.

Extraído do livro:
Homossexualidade: Guia de orientação aos pais para a formação da criança
Joseph Nicolosi - Linda Ames Nicolosi
Editora Vida Nova

http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=221

Ainda não li esse livro, mas só pela introdução deve ser muito bom!